PSA vs BGS vs CGC: Qual Graduadora Escolher?

As três maiores avaliadoras do mundo usam a mesma escala de 1 a 10, mas diferem em subnotas, rigor, custo e — principalmente — em quanto o mercado paga pela nota. A resposta curta: PSA para liquidez, BGS para detalhe técnico, CGC para custo-benefício. A resposta completa está abaixo.

As três em um minuto

PSA (Professional Sports Authenticator) é a maior e mais reconhecida avaliadora do mercado. Dá uma nota única de 1 a 10, sem subnotas na etiqueta padrão. É a referência de liquidez: os maiores recordes públicos de preço em Pokémon são de exemplares PSA.

BGS (Beckett Grading Services) é a preferida de quem quer detalhe técnico: além da nota final, imprime as quatro subnotas — centralização, cantos, bordas e superfície — na etiqueta. Tem fama de ser a mais rigorosa das três, especialmente em centralização.

CGC Cards vem do universo dos quadrinhos (a CGC original é referência em comics desde 2000) e cresceu rápido em cartas colecionáveis com preços menores e prazos curtos, oferecendo subnotas como opcional.

Comparação direta

PSABGSCGC
Escala1 a 10, nota única1 a 10, em meios pontos1 a 10, em meios pontos
SubnotasNãoSempre (4 na etiqueta)Opcionais (taxa extra)
Nota máximaGem Mint 10Pristine 10 / Black LabelPristine 10 (etiqueta dourada)
Ponto forteLiquidez e reconhecimentoRigor técnico e subnotasCusto-benefício e prazo

As notas máximas e os labels especiais

PSA 10 (Gem Mint) é a nota-troféu mais negociada do mundo. A PSA aceita centralização de até 60/40 no 10 — um pouco mais permissiva que as rivais nesse critério.

Na BGS, o topo tem dois degraus: o BGS 10 (Pristine) e, acima dele, o raríssimo Black Label — nota 10 nas quatro subnotas ao mesmo tempo. Em cartas disputadas, um Black Label pode superar o preço de um PSA 10 da mesma carta.

Na CGC, a nota máxima atual é a Pristine 10, com etiqueta dourada. A antiga Perfect 10 foi aposentada em 2023, quando a CGC unificou a operação de cartas — slabs Perfect 10 continuam circulando no mercado secundário e carregam valor próprio de colecionador.

O que o mercado paga

A regra geral, confirmada por vendas públicas: em notas equivalentes, PSA vende mais caro e mais rápido. Um PSA 10 costuma sair de 10% a 30% acima de um BGS 9.5 da mesma carta, e a vantagem sobre a CGC em nota máxima ainda aparece na maioria dos casos.

As exceções existem: o Black Label da BGS, mais raro que um PSA 10, pode inverter a conta; e em cartas japonesas ou de nicho a diferença entre avaliadoras encolhe.

O population report pesa tanto quanto a marca: uma carta com 5.000 exemplares registrados em PSA 10 tende a valer menos que outra com população 50 na mesma nota. Consulte a base pública da avaliadora antes de comprar ou graduar.

Rigor: quem segura mais a nota

O consenso do mercado é que a BGS é a mais dura — o 10 exige centralização 55/45 ou melhor, contra 60/40 da PSA. A CGC também tem fama de rigorosa, principalmente em superfície. Na prática, a mesma carta pode receber 10 na PSA e 9.5 na BGS — comparar nota entre empresas exige cuidado.

Existe o crossover: enviar um slab de uma empresa para reavaliação em outra, apostando que a carta "sobe" de etiqueta. O resultado não é garantido — a carta pode voltar com nota menor.

Custos e o caminho a partir do Brasil

Nos tiers de entrada, a avaliação custa a partir de ~US$ 25 por carta na PSA — com associação anual e quantidade mínima por envio — e sobe conforme o valor declarado da carta e a velocidade desejada. BGS e CGC operam em faixas parecidas, com a CGC frequentemente mais barata nos tiers de volume.

Enviando do Brasil, some frete internacional, seguro e impostos na ida e na volta — e semanas a meses de prazo total. Para uma ou duas cartas, o custo por exemplar fica pesado; os caminhos comuns são agrupar o envio com outros colecionadores ou simplesmente comprar a carta já graduada.

Qual escolher, na prática

PSA 10, BGS 10 e CGC 10 valem o mesmo?
Não. O mercado costuma pagar mais pelo PSA 10 — exceto diante de um Black Label da BGS (10 nas quatro subnotas), que é mais raro e pode valer mais. Compare vendas reais da carta específica antes de assumir equivalência.
Qual é a graduadora mais rígida?
A BGS tem a fama de mais dura, principalmente em centralização: exige 55/45 ou melhor para o 10, contra 60/40 da PSA. Na prática, a mesma carta pode receber notas diferentes em cada empresa.
O que é o Black Label da BGS?
É o BGS 10 com nota 10 nas quatro subnotas — centralização, cantos, bordas e superfície perfeitos. É o label mais difícil de obter entre as três empresas e costuma carregar prêmio de preço sobre qualquer outra etiqueta.
A CGC ainda dá a nota Perfect 10?
Não. A Perfect 10 foi aposentada em 2023, quando a CGC unificou sua operação de cartas; o topo atual é a Pristine 10, de etiqueta dourada. Slabs antigos com Perfect 10 continuam válidos e circulam no mercado secundário.
Vale a pena mandar carta do Brasil para graduar?
Só quando o valor esperado da carta justifica o custo total: avaliação em dólar, frete internacional, seguro, impostos e meses de espera. Para a maioria dos colecionadores, comprar a carta já graduada com certificado verificável sai mais simples e mais barato.